sábado, 31 de maio de 2008

O Nóis vai e o tal do gerúndio.

É comum escutarmos por ai o famoso “nóis vai”. Pois bem, esse tal de “nóis vai” não vem sozinho não. Temos também o “agente fomos”,“deiz real”, “trusse” entre outros tantos.Chega a ser assustador o modo como tratamos a língua portuguesa e como estamos acostumados a ouvir esses tipos de expressões tão errôneas diariamente, e apesar de soar estranho aos ouvidos, já se tornou parte do cotidiano brasileiro.Porém temos que notar também a regionalização da língua, sendo o português uma língua bela, porém, complexa.
Outra coisa que me deixa de cabelo em pé é o tal do gerúndio. Na minha opinião o gerúndio deveria ser proibido sob pena de detenção.Não existe coisa mais irritante que você falar com um atendente de call-center.Você calmamente pede uma informação e a atendente diz:
“Senhor, este não esta sendo o departamento correto, eu vou estar transferindo a sua ligação e peço pro senhor estar esperando na linha, por favor, não desligue sua ligação vai estar ajudando...”.
Pra finalizar vamos fazer uma campanha contra esses vícios de linguagem horrorosos e acabar com a maledicência da língua.

Paulo Rincon

Um cachimbo e um bom vinho

Um cachimbo e um bom vinho
(Paulo Rincon)

Quatro da manhã,
Frio, 10 graus
Sentado em minha poltrona
Com um relógio de pêndulo
Um silencioso barulho
Chato, irritante
Gostoso e inquietante
Brisa de inverno
Cobertor e um bom livro
No chão uma garrafa
Acho que é um chardonnay
Bom já estou alto
Acendo meu cachimbo
A idade já me pesa
As pernas bem inchadas
Nada mais já me interessa
Um gole em minha taça
Uma tragada no cachimbo
E dessa vida me despeço
Sentado e sorrindo
Com um cachimbo na esquerda
E na outra um bom vinho.

Nostalgia

Nostalgia
(Paulo Rincon)


O circo acabou,
a platéia se esvairiu
O palhaço se cansou
o picadeiro sumiu.

No seu trailer, bem cansado
esgotado da alegria
Chora o palhaço
o palhaço nostalgia.

Sentado na janela,
com a perna balançando
Na mão direita um cigarro
e a cabeça matutando.

Com a brisa do inverno,
quase manhã gélida, bem fria
Os pés descalços, calejados
costas doem da rotina.

E com um ultimo suspiro
deixa todos na agonia
Acabou-se o que era doce
já se foi o nostalgia.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Formas e sensações

Como primeiro post gostaria de deixar aqui um texto que particularmente gosto muito.
O texto como quase todos que postarei aqui no blog, é de minha autoria e o titulo foi sugestão de meu queridissímo amigo Eduardo Cogheto.


Formas e Sensações.
(Paulo Rincon)

Pulmão, coração, sensação, noção
e na farmácia ele chega pedindo:
Me"vê" um deste amarelinho
e do redondinho também.

E na semana que se passa
a dor poderá volta,
melhor me precaver.

E quando chega reclamando
meu coração ta pulsando
a pressão está aumentando,
ai meu Deus irei morrer.

e em um surto psicótico,
lhe vem a realidade
e já com so pés no chão,
me pede a resmungar

Me "vê" um deste amarelinho
e do redondinho também.